SAMBA PARA O NÃO AMOR



Arrumei a mesa do jantar
Juntei a luz, as velas
Fiz seu prato favorito
E coloquei no alto da sacada um mar de rosas.

Levantei os olhos dela
Deitei seus seios no andar dos meus
Cantei meu samba bonito
Madruguei meus dentes entre os dentes delas.

Jurei o amor que nunca dei
Abri as portas e as janelas.
Contei o sonho que sonhei
E vi meu riso bordar ela.


Mas como se fosse de aço.
como se fosse de pedra,
como se fosse um engenho
eu vi sua batucada sacudir os ombros.

Como se fosse de aço,
como se fosse de pedra,
como se fosse um engenho
eu vi sua batucada peneirar meu nome.

E samba parou, meu amor,
Do samba sobrou o amor.
Ficou você, ficou nós dois

Só não tem mais samba...

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